Ah, o amor… Idealizamos, sonhamos, nos entregamos. Mas, às vezes, o que parece um conto romântico pode, silenciosamente, se transformar em uma prisão emocional. Um espaço onde o cuidado dá lugar ao controle, e o afeto é substituído por insegurança, medo e dor.
Você já sentiu que estava se perdendo de si para agradar o outro? Já ouviu frases que, embora ditas com um suposto “tom de carinho”, te feriram profundamente?
Se sim, talvez você esteja, ou já esteve em relacionamentos destrutivos.
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📌 Nota: Devido ao volume de mensagens, estou respondendo prioritariamente às pessoas interessadas em agendamentos de sessões. Caso sua dúvida seja sobre o conteúdo deste texto, por favor, deixe um comentário ao final e responderei por aqui logo que possível. Agradeço a compreensão!
Muitas vezes, o início de um relacionamento destrutivo vem camuflado de cuidados excessivos: o desejo constante de estar junto, o ciúme que se disfarça de zelo, a vontade de “proteger” o outro até mesmo das próprias escolhas.
Frases como:
“Sem você, eu não sou nada”
“Você é minha, e de mais ninguém”
“Eu só tenho ciúmes porque te amo”
… podem soar intensas ou até “românticas” para alguns. Mas, na verdade, podem ser indicadores de um relacionamento baseado na posse, não no amor.
Na psicoterapia analítica junguiana, compreendemos que relacionamentos são espelhos. E quando esse espelho reflete apenas dor, insegurança e anulação do eu, é hora de olhar com mais profundidade para o que está sendo vivido.
Relacionamentos destrutivos são marcados por dinâmicas de controle, manipulação emocional, chantagens, ciúmes excessivos, dependência afetiva, entre outros comportamentos que, pouco a pouco, desgastam a autoestima e a autonomia da pessoa envolvida.
São relações em que:
O outro decide o que você pode ou não vestir.
Seus horários e redes sociais são vigiados.
Suas amizades são questionadas.
Você começa a duvidar da sua própria capacidade e valor.
E o mais doloroso: muitas vezes, quem está dentro não percebe.
Esse tipo de relação pode criar um ciclo de dependência emocional e psicológica. A vítima se vê presa entre o medo de ficar só, a culpa de “desagradar” o parceiro(a), e a esperança de que as coisas possam melhorar.
Além disso, há o fator da baixa autoestima, que muitas vezes vem de histórias antigas, vivências familiares e padrões inconscientes que se repetem. A mulher (ou o homem) que se sente pouco digno de amor, acaba acreditando que precisa merecer afeto a qualquer custo, mesmo que isso signifique se anular por completo.
Como psicoterapeuta analítica e arteterapeuta, observo que muitas dessas dores estão armazenadas no corpo. Elas se expressam em silêncios, posturas encolhidas, bloqueios criativos e até doenças psicossomáticas.
A boa notícia? Tudo isso pode ser transformado. Mas o primeiro passo precisa vir de você.
(que não deveriam ser normalizadas)
Você não tem capacidade para fazer isso sem mim.
Você não vai sair com essa roupa.
Você é sempre o/a responsável pelas nossas discussões.
Você é culpado(a) por tudo dar errado na minha vida.
Só eu suporto você, sem mim você não é nada.
Você precisa me avisar antes de sair.
Eu posso, porque sou homem.
Você fez isso só para me machucar.
Eu tenho ciúmes porque te amo.
Eu quero te colocar num potinho, assim você será só meu/minha.
Ninguém te entende como eu.
Você está online por quê?
Você não precisa de mais ninguém além de mim.
Eu sou sua família agora.
Quando te conheci, você se cuidava mais.
Eu confio em você, só não confio neles.
Você nunca faz nada certo.
Seus amigos são péssimas influências.
Com essa atitude, você quer acabar com tudo?
Eu só sou assim porque te amo demais.
Se você se reconhece como vítima ou até mesmo como alguém que reproduz esses comportamentos, é hora de fazer uma pausa.
Respire. Reflita. E, acima de tudo, não se julgue.
Eles podem acontecer entre casais hetero ou homoafetivos, dentro da família, entre amigos e até em ambientes profissionais. São relações em que uma das partes vai, aos poucos, perdendo sua liberdade, sua voz e sua identidade. E por isso, é tão importante falar sobre isso. Nomear é o primeiro passo para transformar.
Busque apoio profissional. A psicoterapia é um espaço seguro para reconstruir sua autoestima, resgatar sua identidade e compreender os padrões que te levaram até essa relação.
Cultive o autoconhecimento. Quanto mais você se conhece, mais consciente fica de seus limites e necessidades emocionais.
Reconecte-se com seu corpo. Através da expressão corporal e da arteterapia, é possível liberar emoções reprimidas e acessar recursos internos que talvez você nem sabia que tinha.
Não se culpe por ter demorado a perceber. Esse processo é delicado, e cada pessoa tem seu tempo.
Se você sente que precisa de ajuda para romper com padrões destrutivos e reconstruir sua autonomia emocional, a psicoterapia pode ser o seu ponto de virada.
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Aqui no blog, você encontrará outros textos com reflexões sobre saúde emocional, relações afetivas e o processo de reconexão com sua essência.
Te convido a navegar, refletir e, quem sabe, iniciar agora mesmo sua transformação.
Eu te espero, você vem? ✨
Aline Lisboa Farias é psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Arteterapia pelo IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa).
Atualmente, está em formação como pós-graduanda em Psicossomática Junguiana pelo Instituto Freedom e é também estudante de Psicologia Corporal e Dançaterapia — campos que ampliam seu olhar integrativo sobre a saúde mental e o bem-estar.
Além disso, atua como palestrante, escritora e supervisora clínica, contribuindo com a orientação e o desenvolvimento de profissionais da área da psicologia.
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