
A palavra Burnout faz referência ao termo “queimar por completo”, a um esgotamento! A primeira vez que o termo foi utilizado, foi em 1970 por um Psicanalista alemão, chamado Herbert J. Freudenberger que constatou os sintomas de esgotamento profissional em si mesmo!
Apesar desses sintomas serem tão presentes atualmente, somente neste ano, no dia 27 de Maio que a síndrome foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde e estará incluída na próxima revisão do CID (Código internacional de doenças).
A nova revisão do CID está prevista para o ano de 2022, portanto somente a partir daí a síndrome de burnout poderá ser considerada uma doença, pois passará a ser um transtorno, ou seja uma patologia.
Recentemente foi realizado uma pesquisa que constatou 72% dos brasileiros que estão no mercado de trabalho, sofrem com as consequências de stress. E 32% destes trabalhadores estariam sofrendo com a síndrome de Burnout.
Falar sobre esse tema é muito importante, para que possamos trabalhar para a prevenção!
É um distúrbio psíquico de caráter depressivo, caracterizado por um intenso esgotamento físico e mental! É também chamada de Síndrome do Esgotamento Profissional, por estar associado ao excesso de trabalho e pressão nesta área.

Burnout é resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação de energia. Vale ressaltar que, a síndrome não necessariamente está somente associada ao ambiente de trabalho! E sim, em todos os tipos de atividades que exigem resultados.
É muito comum receber na clínica estudantes universitários que sofrem com os mesmos sintomas, por não conseguirem conviver com as pressões e exigências acadêmicas.
Os profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes. Profissionais com longa jornada de trabalho, que são cobrados excessivamente através de prazos e resultados, além daqueles que um erro pode ocasionar grandes prejuízos!
Por exemplo: Profissionais da Área da Saúde, Policiais, Bombeiros, Jornalistas; Advogados; Professores; Oficiais de Justiça; Atendentes de Telemarketing, Bancários, entre outras.
Esses profissionais acabam se esforçando muito com o trabalho e muitas vezes se esquecem dos momentos de descontração e descanso. É como que a mente dessas pessoas estivesse alerta o tempo todo, fazendo com que se sintam exaustas.
Além disso, outro estudo mostrou que as pessoas que são muito empáticas, acabam sendo mais suscetíveis para desenvolver a síndrome de burnout.
Isso tende a ocorrer pelo fato de que elas absorvem toda a carga emocional o que é uma prática ruim. A dor do outro acaba fazendo com que você se preocupe e sobrecarregue o seu emocional.
O diagnóstico é basicamente clínico e leva em conta o levantamento da história do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho.
Tudo que ocupa muito o seu tempo e acaba sugando toda a sua energia pode ser motivo para que o Burnout apareça.
Para minimizar a possibilidade do esgotamento e assim se prevenir, é recomendada algumas simples práticas que podem ser adotadas no dia a dia, são elas:
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